Pré-História
Pré-História, História e Arqueologia
O conceito de Pré-História e Arqueologia
Pré-história, História e Arqueologia
Antes de ± 3.000 a. C. não existiam testemunhos escritos, o que torna muito mais difícil, descobrir o que realmente se passou. É aqui que a arqueologia entra em cena. A partir dos elementos encontrados durante as escavações de aldeias, cidades e portos muito antigos, os arqueólogos podem imaginar como teriam vivido os povos do passado. Os elementos encontrados incluem geralmente casas, utensílios agrícolas e outros, ornamentos, cerâmica, jóias e moedas, e todos eles podem dizer ao arqueólogo, alguma coisa acera do modo como viviam os seus possuidores.
Porém, as pessoas nem sempre tiveram jóias, moedas, armas e cerâmica. Nem sempre viveram em casas. Os povos muito primitivos, poucas coisas possuíam e, as que tinham, eram provavelmente feitas de materiais naturais, como a madeira, as peles de animais, as fibras vegetais e a casca das árvores. Acontece que estes materiais decompõem-se e desaparecem com o tempo. Por isso, quando o arqueólogo depara-se com povos muito primitivos, tem de voltar-se para o escasso testemunho dos utensílios de pedra e dos ossos conservados nas rochas sob a forma de fósseis.
O conceito de Pré-História e Arqueologia
Podemos afirmar com alguma certeza que quando nos referimos à história, estamos nos referindo aos últimos 5000 anos da humanidade, o período por ele compreendido representa, na melhor das hipóteses, certa da centésima parte da existência do homem em nosso planeta. A arqueologia examina um período muito maior que o período apresentado pela história.
Auxiliada pela arqueologia , a história com seu prelúdio, a pré-história, torna-se uma continuação da história natural. A história natural estuda nos registros geológicos, a evolução das várias espécies de criaturas vivas, como resultado da seleção natural - a sobrevivência e a multiplicação daqueles fisicamente adaptados ao seu meio. O ser humano é a última grande espécie a surgir, e nos registros geológicos, seus registros fósseis são encontrados nas camadas superiores, e, neste sentido ele é o produto mais alto daquele processo. A pré-história acompanha a sobrevivência e multiplicação dessa espécie, graças ao aperfeiçoamento do equipamento artificial e transferível que assegura às sociedades humanas a adaptação ao meio e desse meio à elas. A arqueologia traça esse mesmo processo nas épocas históricas, com o auxílio complementar dos registros escritos mesmo nas regiões em que o despontar da história escrita se tenha retardado.
Nossa espécie, conseguiu sobreviver e multiplicar-se principalmente pelo aperfeiçoamento de seu equipamento. Tal como ocorre com outros animais, é sobretudo por meio de seu equipamento que o homem atua sobre o mundo exterior, e reage em função dele, obtém seu sustento e escapa aos perigos, em linguagem técnica, adapta-se ao seu meio, ou mesmo ajusta o meio às suas necessidades, o equipamento do ser humano, porém, difere significativamente dos recursos utilizados pelos outros animais, que os transportam em si mesmos, como parte do corpo. O coelho tem patas adequadas para cavar, o leão tem garras e dentes p/estraçalhar sua caça. O homem não dispõe de quase nenhum equipamento desse gênero e perdeu mesmo alguns recursos, que lhe eram naturais nas épocas pré-históricas. Foram substituídos por instrumentos, órgãos não corporais que fabrica, utiliza e despreza, segundo suas conveniências.
Os métodos científicos de pesquisa arqueológica, em campo, tem-se desenvolvido muito, desde 1945. Existem dois grupos principais de equipamentos, embora outros tipos já estejam desenvolvidos. Os grupos principais são:
- Medidor de resistividade
- Magnetômetro, como o magnetômetro de prótons, e o gradiômetro de prótons.
O Medidor de Resistividade baseia-se no fato de que o solo pode conduzir eletricidade; solos ou rochas diferentes apresentam condutividade também diferente. É claro que sondas ligadas à um medidor colocado no solo indicarão certa dose de fluxo elétrico na terra comum, mas registrarão algo diferente se um muro soterrado ou uma antiga vala, agora cheia alterarem a resistividade do solo.
O Magnetômetro é um instrumento sofisticado que tem sido muito útil na detecção de ferro soterrado, de antigos fornos e de montes de sucada em certos tipos de solo. O magnetômetro detecta anomalias ou contrastes entre o campo magnético de um local situado acima ou perto de um objeto ou de um forno, enterrado abaixo da superfície. Este instrumento é muito sensível e pode detectar uma diferença no campo, na proporção de 1 para 70000. Esta alta sensibilidade pode ser inconveniente: um canivete ou um molho de chaves no bolso de uma pessoa, é capaz de acarretar um erro na leitura. Um carro, um trem um poste elétrico também poderão acarretar erros.
Além destes equipamentos, o arqueólogo ainda pode se guiar por pistas, botânicas, nomes etc.
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